O Parque Estadual da Pedra Selada, localizado em Resende, na região de Visconde de Mauá foi cenário de um grande treinamento do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro (CBMERJ) para o combate a incêndios florestais na região Sul Fluminense. A qualificação reuniu cerca de 141 militares e 15 unidades operacionais.
O treinamento contou com uma estrutura robusta de equipamentos especializados, entre os quais viaturas, drones, quadriciclos e aeronaves. O aparato foi empregado para simular cenários reais de grande complexidade. A operação contou com apoio do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), brigadistas, gestores ambientais e diversas agências parceiras.

Por estar localizada na tríplice fronteira entre os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, a região de Visconde de Mauá é considerada estratégica, além de ser historicamente afetada por incêndios de grandes proporções, que já causaram impactos ambientais severos, como destruição de milhares de hectares de vegetação, morte de animais e danos duradouros ao ecossistema e ao clima.
O treinamento integrou o Programa de Qualificação Operacional do 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente (GSFMA), com os militares realizando exercícios simulados conjuntos de níveis 2 e 3, categorias consideradas inéditas pelo CBMERJ. O treinamento cumpriu a finalidade de capacitar os agentes e fortalecer a resposta a incêndios florestais. Com isso, a brigada de incêndio florestal está mais preparada para enfrentar a aproximação do período de estiagem de 2026.
Segundo o CBMERJ, a preocupação com a segurança ambiental é legítima. Nos últimos anos, militares da região Sul têm sido predominantemente acionados para debelar incêndios em vegetação. Somente em 2024, foram registrados 2.356 casos – aumento de mais de 120% em relação a 2023. No ano passado, foram registradas 1.749 ocorrências, e em 2026 os casos seguem em crescimento, mesmo antes do período crítico.

O comandante da área, coronel Pedro Ferreira, destacou que a integração entre os órgãos é essencial para reduzir o tempo de resposta e aumentar a eficiência das operações: “Diante das mudanças climáticas, antecipar ações, prevenir causas e mitigar danos é uma obrigação coletiva. A proteção do meio ambiente e das comunidades está no DNA do Corpo de Bombeiros”, disse o militar.
A parceria estabelecida entre os órgãos participantes do treinamento foi celebrada pela gestão do parque, por representar um avanço na preparação das equipes e na articulação institucional, reforçando a capacidade de resposta aos incêndios nas matas – um dos principais desafios ambientais da região.
Fonte do Conteudo: Patricia Lima – diariodorio.com