Cláudio Castro também encomendou pessoalmente a um fornecedor, de acordo com a PF, caviar de alto padrão com diferentes gramaturas. Só que a conta, de 10,5 mil reais, não teria sido paga por ele. A PF afirma que ele pediu para que o caviar fosse entregue em uma suíte do Hotel Emiliano, em São Paulo, onde se hospedou no dia 24 de abril deste ano.
Castro ainda teria dito ao fornecedor que enviaria o comprovante do Pix. Mas os agentes apuraram que o pagamento partiu de conta bancária da empresa AC Santos Participações e Empreendimentos, do advogado Antonio Carlos da Conceição Santos, o “Pipo”. Ele é apontado como operador principal da lavagem de capitais do Grupo Refit.
Confira a nota da defesa de Castro
“A defesa do ex-governador Cláudio Castro nega qualquer participação em esquema de lavagem de dinheiro, recebimento de vantagem indevida ou favorecimento a terceiros.
O imóvel onde reside tem contrato regular de locação, com pagamentos comprováveis. O imóvel utilizado em Petrópolis também era alugado e o contrato já foi encerrado.
Sobre a compra mencionada, o episódio ocorreu mais de 30 dias após Cláudio Castro deixar o Governo do Estado. A encomenda havia sido feita por um amigo e ele apenas retirou os produtos em São Paulo para entregá-los, tendo consumido um deles com autorização do comprador.
Não há qualquer ligação entre os episódios envolvendo a compra e os imóveis com a Refit. São situações distintas, sem relação com a empresa ou com eventual favorecimento.
Os contatos com representantes da Refit foram institucionais e não resultaram em qualquer benefício. Durante sua gestão, o Estado adotou medidas para cobrar valores devidos pela empresa.
Também não é verdade que uma viagem do então governador a Nova York tenha sido custeada pela Refit. A viagem foi oficial, paga pelo Governo do Estado, com registros disponíveis no Portal da Transparência.
A defesa já requereu ao ministro Alexandre de Moraes que Cláudio Castro seja ouvido pela Polícia Federal para esclarecer todos os pontos da investigação e apresentar a documentação comprobatória. O pedido aguarda decisão.
Cláudio Castro reafirma que não praticou qualquer ato ilícito.”
Fonte do Conteudo: Ludmilla de Lima – veja.abril.com.br