
A cidade do Rio de Janeiro entrou em estágio 2 de atenção nesta terça-feira (28) por conta da megaoperação das polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte. O estágio indica risco de ocorrência de alto impacto na cidade.
A Prefeitura do Rio ressaltou que é fake news a informação que circula nas redes sociais de que o município estaria em estágio 4 ou 5. As atualizações oficiais sobre a situação devem ser acompanhadas pelos canais do Centro de Operações Rio (COR), que reforçou que a cidade permanece em estágio 2.
Outra fake news desmentida pelo governo estadual é a suposta captura de Doca, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho. Segundo a assessoria do governo do estado informou ao Diário do Rio, Doca não foi preso. De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ele é considerado a principal liderança da facção no Complexo da Penha e em outras comunidades da Zona Oeste, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento.
A ação mobiliza 2,5 mil agentes civis e militares com o objetivo de prender lideranças criminosas e conter o fortalecimento do Comando Vermelho.
Conforme o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio de Janeiro, vias no entorno dos complexos do Alemão, Penha, Chapadão, São Francisco Xavier, na zona norte; Freguesia, em Jacarepaguá; e Taquara, na zona sudoeste, passam por interdições temporárias em função de ocorrências policiais.
A Rio Ônibus informou que mais de 100 linhas tiveram itinerários alterados. Já a Mobi-Rio comunicou impactos nos corredores Transbrasil e Transcarioca, além de serviços de conexão do BRT.
As recomendações da prefeitura são:
- Evite circular nas regiões impactadas pelas ocorrências policiais;
- Permaneça em local seguro;
- Mantenha-se informado através dos meios de comunicação e canais oficiais do COR;
- Baixe o aplicativo do COR.Rio, disponível para Android (http://bit.ly/appcor_android) ou iOS (http://bit.ly/appcor_ios );
- Se necessário, use os telefones de emergência 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros).
A operação, que ainda está em curso, deixou pelo menos 60 mortos. Até o momento, 81 pessoas foram presas, ?72 fuzis apreendidos e “grande quantidade de drogas ainda em contabilização”.
Comissão
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) divulgou, em nota, que acompanha “com extrema preocupação a escalada de violência provocada pela megaoperação”.
A comissão informou que vai oficiar o Ministério Público e as polícias Civil e Militar, cobrando esclarecimentos sobre as circunstâncias da ação, “que transformou novamente as favelas do Rio em cenário de guerra e barbárie”.
Para a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, deputada Dani Monteiro (PSOL), “nenhuma política de segurança pode se sustentar sobre esse banho de sangue”.
“O Estado não pode continuar tratando a vida de todas as vítimas como descartável, nem as favelas como território inimigo ou palco de espetáculo. É preciso garantir a proteção de moradores e policiais, priorizando direitos, inteligência e planejamento em vez de violência e terror”, afirmou a deputada.
Fonte do Conteudo: Gabriella Lourenço – diariodorio.com