Área doada impulsiona pesquisa, educação ambiental e geração de oportunidades para economia e turismo sustentável no Espírito Santo
Por Denise Miranda
A oficialização da doação de uma área de 100 mil metros quadrados para a implantação do Ecoparque da Mata Atlântica Augusto Ruschi inaugura um novo capítulo para Santa Teresa, município capixaba reconhecido por sua vocação ambiental. Mais do que um ato administrativo, a medida reposiciona a cidade no mapa da ciência, do turismo sustentável e da educação ambiental no Espírito Santo.
Para o governador Casagrande, “a entrega da área reforça o compromisso do estado com a preservação da Mata Atlântica e com um modelo de desenvolvimento sustentável baseado no conhecimento científico. O INMA é um patrimônio do Espírito Santo e do Brasil.”
Vale destacar, que o avanço definitivo ocorreu a partir de articulação na Assembleia Legislativa, que aprovou a Lei 11.969, autorizando a transferência da área à União para uso do Instituto Nacional da Mata Atlântica (Inma). A iniciativa, apresentada pelo deputado estadual Fabrício Gandini, garantiu segurança jurídica ao processo e permitiu que o governo do Estado formalizasse a doação, oficializada nesta terça-feira (16), por videoconfeência, pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil, Luciana Santos.
“Esse espaço permitirá ao instituto crescer, ampliar sua atuação e preservar com maior segurança seus acervos científicos. Representa visão de futuro, compromisso com a soberania científica e respeito à história desta cidade e da Mata Atlântica”, afirmou a ministra.
Para o parlamentar, a medida representa uma vitória histórica para Santa Teresa e para a agenda ambiental capixaba. “Essa área ficou por anos envolta em impasses e perdeu tempo precioso. Hoje, o terreno volta à sua vocação ambiental, para servir à ciência, à preservação da Mata Atlântica e à população”, afirmou.
O terreno, agora incorporado ao patrimônio da União, permitirá a criação de um espaço voltado à integração entre pesquisa científica, visitação pública e conservação ambiental. Segundo o diretor do Instituto Nacional da Mata Atlântica (Inma), Sérgio Lucena, o ecoparque retoma o legado de Augusto Ruschi ao unir ciência, conservação e acesso público, ampliando a produção científica e aproximando a sociedade do conhecimento sobre a Mata Atlântica.
A expectativa é que o novo equipamento impulsione também a economia local. A ampliação da infraestrutura científica e cultural tende a atrair pesquisadores, estudantes, turistas e eventos ligados à área ambiental, fortalecendo setores como hospedagem, gastronomia e serviços.
Ao consolidar o Ecoparque Augusto Ruschi, Santa Teresa reafirma sua identidade como território da ciência e da preservação ambiental, sinalizando um futuro em que pesquisa, educação e natureza caminham juntas.
Fonte do Conteudo: Denise Miranda – esbrasil.com.br