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Alexandre de Moraes defende-se no STF, chamando de “ilações absurdas” os supostos diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro, revelados pela PF. O ministro nega qualquer conversa, mas o relatório da Polícia Federal aponta a presença de “joinhas” que, segundo especialistas, podem indicar interações diretas, gerando controvérsia.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Na defesa que apresentou ao Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes considera “ilações absurdas” os supostos diálogos que teria travado com Daniel Vorcaro, dono do Master e protagonista da maior fraude bancária da história do país.
A troca de mensagens entre o magistrado e o ex-banqueiro compõem o relatório da Polícia Federal tornado público pelo ministro André Mendonça.
Moraes — que só enviava mensagens de visualização única, o que, segundo a Polícia Federal, impediu que os investigadores soubessem o que ele respondeu– diz que não existe uma única conversa entre ele e o ex-banqueiro. “Não existe diálogo, que pressupõe a existência de dois interlocutores, pois não há uma única mensagem ou bloco de notas com o texto de mensagens do ministro Alexandre de Moraes”, sustenta a petição do magistrado.
O relatório da PF analisa 52 mensagens, entre 2023 e 2025. Nas mensagens que teriam sido trocadas com o ministro em 2025, o banqueiro pedia conselhos jurídicos para pressionar autoridades a impedirem a sua derrocada financeira e a sua prisão. O ministro coloca em dúvida a autenticidade das mensagens e até se ele era o interlocutor do criminoso.
Apesar de não se saber as respostas do ministro a Vorcaro, em alguns diálogos aparece um emoji na sequência das mensagens. “Esse joinha, o emoji, pode ser a prova de que Moraes dialogou com o dono do Master, conforme técnicos consultados por VEJA.
Relações controversas
O relatório da PF mostra que em novembro de 2025, no auge da apuração que levaria à prisão e à decretação da liquidação do Master, Alexandre de Moraes e Vorcaro trocaram mensagens sobre as chances de salvar o banco. Em uma delas, Vorcaro enviou uma foto com texto para o ministro e, ao pé da imagem, há um ‘joinha’.
Em outra troca de mensagens entre o ministro e o banqueiro, também em novembro de 2025, Vorcaro faz referência a tratativas para salvar sua instituição. Moraes envia três imagens ao banqueiro, e Vorcaro envia duas de volta, com mensagens escritas. Na última, há outro emoji.

VEJA mostrou as mensagens para dois técnicos de redes sociais e inteligência artificial. “Estas mensagens sugerem que Alexandre de Moraes enviou o joinha para o banqueiro. É raríssimo alguém colocar o emoji de joinha na própria mensagem”, diz um dos técnicos. “Se a Polícia Federal possui estas mensagens ativas, é possível clicar em cima do emoji e verificar quem postou”, acrescentaram os especialistas.
Fonte do Conteudo: Hugo César Marques – veja.abril.com.br