Governador Renato Casagrande aplicou piso de cerca de R$ 5,1 mil; mais de 10,5 mil professores serão beneficiados no ES
Por Denise Miranda
O governo do Espírito Santo anunciou a aplicação do piso nacional do magistério para profissionais da rede pública estadual, com impacto direto na remuneração de mais de 10 mil trabalhadores da educação. A medida contempla professores ativos, aposentados e pensionistas, e integra um conjunto de ações voltadas à valorização da carreira docente.
O anúncio foi feito pelo governador Renato Casagrande, que destacou o compromisso da gestão com a educação pública e com o reconhecimento dos profissionais. “Nosso compromisso é fortalecer a educação e valorizar quem está em sala de aula, fazendo a diferença na vida dos estudantes todos os dias”, afirmou.
De acordo com o governo, a aplicação do piso acompanha o reajuste nacional de 5,4%, homologado pelo Ministério da Educação por meio da Portaria nº 82, de 29 de janeiro de 2026, que fixou o valor mínimo em cerca de R$ 5,1 mil para jornada de 40 horas semanais.
No âmbito estadual, o percentual foi aplicado aos profissionais do magistério que recebem pela modalidade de vencimento, modelo estruturado a partir de um salário base. A medida deve alcançar aproximadamente 10.596 profissionais da rede estadual, assegurando a adequação dos vencimentos ao piso nacional vigente, conforme a legislação federal.
O secretário de Estado da Educação, Vitor de Ângelo, ressaltou que a iniciativa representa um avanço na política de valorização docente e terá impacto financeiro significativo. “O pagamento do piso é um reconhecimento concreto ao trabalho dos professores e faz parte de um conjunto de ações estruturantes para fortalecer a educação pública”, disse.
Além da atualização salarial, a Secretaria da Educação mantém políticas permanentes de formação continuada, com oferta de cursos, trilhas formativas e ações voltadas ao desenvolvimento profissional dos educadores. As iniciativas buscam fortalecer as práticas pedagógicas e contribuir para a melhoria dos resultados educacionais.
A pasta também acompanha de forma contínua indicadores como desempenho dos estudantes, frequência, fluxo e permanência escolar. Esses dados são utilizados para orientar e aprimorar políticas públicas, incluindo a avaliação dos efeitos das medidas de valorização do magistério.
A implementação do piso nacional é considerada uma das principais políticas públicas para garantir melhores condições de trabalho e atrair profissionais para a carreira docente. Especialistas apontam que a valorização salarial está diretamente relacionada à qualidade do ensino, ao reduzir a rotatividade e estimular a permanência de professores nas redes públicas.
Além do impacto direto na renda dos profissionais, a medida também contribui para a organização das carreiras e para a padronização mínima dos vencimentos em todo o país, reduzindo desigualdades entre estados e municípios.
O projeto com a aplicação do piso ainda será encaminhado para análise da Assembleia Legislativa. A expectativa do governo é que a medida passe a valer já nos próximos meses, consolidando um novo patamar de remuneração para o magistério capixaba.
O alcance do piso no ES
O piso nacional do magistério estabelece o valor mínimo que professores da educação básica devem receber no país. Em 2026, o piso foi fixado em cerca de R$ 5,1 mil para jornada de 40 horas semanais. A aplicação no Espírito Santo beneficia mais de 10,5 mil profissionais e deve gerar impacto anual de aproximadamente R$ 45 milhões na folha de pagamento.
Fonte do Conteudo: Denise Miranda – esbrasil.com.br