Uma estudante de biomedicina morreu na tarde de quarta-feira (19/8) após ser atingida na cabeça por um galho de árvore no Parque dos Poderes, em Campo Grande (MS).
Khadyja Gharyb Rocha tinha 23 anos. Ela cursava o 6º semestre do curso em uma faculdade particular da capital e havia completado aniversário no sábado (15/8).
Entenda o acidente
- O caso aconteceu no fim da tarde, enquanto Khadyja passava pela calçada da Avenida do Poeta. Segundo o Corpo de Bombeiros (CBMMS), um galho se desprendeu e caiu sobre a cabeça dela.
- Os bombeiros tentaram reanimar a jovem no local, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda na calçada.
- Familiares foram ao parque e reconheceram o corpo. Peritos da Polícia Civil (PCMS) e policiais militares também atenderam à ocorrência.
- Segundo apurado no local, o galho teria se soltado na parte interna da estrutura que cerca a área de reserva. Ao bater no arame, parte do tronco se rompeu e caiu sobre a estudante.
- A Polícia Civil investiga o caso. As circunstâncias da queda do galho e a dinâmica exata do acidente são apuradas.
- O diretório acadêmico do curso de biomedicina publicou uma nota de pesar e destacou a trajetória de Khadyja.
O que diz o governo
Após o acidente, o Governo de Mato Grosso do Sul informou que uma avaliação técnica não encontrou sinais externos que indicassem a queda do galho.
De acordo com o governo, o aceiro da área estava limpo e não havia cipós comprometendo a árvore.
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do Metrópoles
O estado afirmou que fatores naturais podem alterar a estrutura das árvores com o tempo, mesmo sem sinais visíveis. Ventos fortes, rajadas e períodos de instabilidade também aumentam o risco de queda de galhos.
Imasul ampliará vistorias
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) informou que vai ampliar as vistorias em locais de circulação de pessoas. A fiscalização vai priorizar pistas de caminhada e ciclismo, vias, pontos de ônibus, estacionamentos e outras áreas públicas.
Durante as inspeções, as equipes vão checar sinais de risco, como inclinação, cavidades, danos nas raízes, deterioração e galhos ou árvores mortas.
O Imasul destacou que faz podas seletivas e retirada de galhos comprometidos periodicamente. A remoção de árvores pode ocorrer quando houver indicação técnica e autorização.
O governo lembrou que o Parque Estadual do Prosa é uma unidade de conservação de proteção integral. Por isso, qualquer intervenção na vegetação precisa seguir critérios técnicos, ambientais e legais.
Segundo o estado, o objetivo é ampliar a prevenção e reduzir riscos em áreas de circulação, sem deixar de preservar a vegetação e a biodiversidade.
Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com