Flamengo recebe aval do FGTS e dá passo decisivo para estádio no Gasômetro

Projeção de imagem do estádio do Flamengo na área central do Rio

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deu parecer favorável ao Termo de Conciliação que trata do reequilíbrio econômico-financeiro da desapropriação do terreno do Gasômetro, na região central do Rio. Com a decisão, anunciada na última quinta-feira, o Flamengo obteve a posse da área onde pretende construir seu futuro estádio.

O acordo havia sido firmado em 2023, mas a minuta passou por ajustes técnicos em setembro deste ano. As mudanças preveem o pagamento adicional de R$ 23,6 milhões pelo clube, valor que será quitado em cinco parcelas anuais, com correção monetária.

Com isso, o montante desembolsado pelo Flamengo na aquisição do terreno aumentou. Inicialmente, o clube pagou R$ 138,1 milhões à vista no leilão realizado em julho de 2024. O acréscimo faz parte das compensações financeiras estabelecidas no Termo de Conciliação e está ligado ao reequilíbrio que assegurou o apoio do FGTS ao empreendimento.

A aprovação do Conselho permite que o clube avance nas etapas burocráticas e técnicas que antecedem o início das obras. Em setembro, o presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, afirmou que a expectativa é concluir o estádio a partir de 2034, podendo chegar a 2036, a depender de fatores externos. A projeção inicial da gestão anterior, comandada por Rodolfo Landim, previa a entrega em 2029.

A atual diretoria sustenta que os custos do projeto foram subestimados pela administração passada. Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), que atualizou valores considerando inflação, contingências e insumos, apontou custo de R$ 2,66 bilhões. Já a estimativa revisada do projeto anterior chegou a R$ 3,1 bilhões. Com alterações para tornar a obra mais econômica, a atual gestão acredita ser possível reduzir o valor para cerca de R$ 2,2 bilhões. Em 2023, o orçamento divulgado era de R$ 1,9 bilhão.

No curto prazo, o Flamengo concentrará esforços no acompanhamento do processo de remanejamento da concessionária Naturgy junto à Prefeitura do Rio, além da demolição e limpeza do terreno, que ficarão sob responsabilidade do clube. Também estão no radar a tramitação legislativa das CPACs e a assinatura do Termo Definitivo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a Caixa Econômica Federal e o município. No médio e longo prazos, a prioridade será a estruturação do projeto executivo para a construção do estádio.

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Fonte do Conteudo: Altair Alves – diariodorio.com

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