Homem morre após infecção por ameba comedora de cérebro em lago

Um morador do Missouri, nos Estados Unidos, morreu após contrair uma rara infecção cerebral causada pela Naegleria fowleri, conhecida como “ameba comedora de cérebro”. O caso foi confirmado pelo Departamento de Saúde e Serviços para Idosos do estado, em comunicado oficial divulgado em 13 de agosto.

A vítima, cujo nome não foi divulgado, praticava esqui aquático no Lago de Ozarks — um destino de passeios de barco, natação e outras atividades. O paciente apresentou sintomas uma semana depois que visitou o local e ficou internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI).

Segundo a revista People, ele faleceu depois do diagnóstico e a infecção pela Naegleria fowleri foi confirmada por um teste de laboratório.

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O que é a ameba comedora de cérebro?

A ameba Naegleria fowleri é um protozoário que vive em lagos, rios e lagoas de água doce aquecida. De acordo com artigo publicado na National Library of Medicine, a infecção ocorre quando a água contaminada entra pelo nariz e sobe até o cérebro, destruindo o tecido cerebral.

O quadro é chamado meningoencefalite amebiana primária (MAP). A condição não é contagiosa e não pode ser transmitida pela ingestão de água.

A Naegleria fowleri é uma ameba que pode ser encontrada na água, sendo a única espécie de Naegleria que infecta seres humanos

 

Sintomas e prevenção

  • Primeiros sintomas: dor de cabeça intensa, febre, náusea e vômito.
  • Progressão: confusão mental, rigidez de nuca, convulsões e coma.
  • Infecção: ocorre quando a ameba entra pelo nariz e migra até o cérebro.
  • Letalidade: a taxa de mortalidade ultrapassa 97%, mesmo com tratamento.
  • Prevenção: evitar mergulhar ou nadar em águas doces quentes, especialmente durante o verão, e usar tampões nasais em atividades de risco.

Entre 1962 e 2024, os Estados Unidos registraram 167 casos de MAP, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Apesar de não ser comum, especialistas reforçam a importância de cuidados preventivos, já que a doença avança de forma agressiva e quase não deixa margem para tratamento.

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Fonte do Conteudo: Isabella França – www.metropoles.com

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