Interação com IA no drive-thru pode piorar a dieta, aponta estudo

Hoje em dia, a inteligência artificial já ajuda a escolher filmes, rotas no trânsito e até a responder mensagens. Agora, também está sendo usada para fazer pedidos de comida em aplicativos e em drive-thrus com assistentes de voz.

Um estudo americano publicado em dezembro de 2025 no International Journal of Hospitality Management investigou se falar com um sistema de IA pode mudar o que as pessoas escolhem comer. Os resultados indicaram que interagir somente com uma assistente de voz pode aumentar a chance de optar por refeições mais calóricas e menos saudáveis. 

Para a pesquisa, os cientistas criaram situações simuladas em que 117 participantes faziam pedidos de comida. Em alguns casos, o pedido era feito a um atendente humano, em outros, a um sistema de voz com IA.

Os participantes precisavam escolher entre opções como um combo calórico, hambúrguer com batata frita, por exemplo, ou uma alternativa considerada mais saudável, como salada e frutas.

Mais calorias quando o pedido é feito à IA

O estudo identificou um padrão: quem interagia com a IA tinha maior probabilidade de escolher alimentos mais calóricos do que quem fazia o pedido a um humano.

Segundo os pesquisadores, isso pode acontecer porque a interação com a tecnologia exige um esforço mental diferente. Esse pequeno desgaste, chamado de “cansaço cognitivo”, pode reduzir o autocontrole.

Quando estamos mentalmente mais cansados, tendemos a escolher o que dá prazer imediato, e não necessariamente o que é mais saudável. Os cientistas também observaram que a forma como a IA é apresentada pode mudar o resultado.

Quando o sistema de voz era acompanhado por um avatar — um personagem visual — o efeito diminuía. Nesse caso, as escolhas menos saudáveis foram reduzidas. Isso sugere que tornar a tecnologia mais “humana” pode aliviar parte do esforço mental envolvido na decisão.

A pesquisa levanta uma questão relevante onde tecnologias que parecem neutras podem influenciar nossas escolhas sem que possamos perceber. Se sistemas de pedido automatizado favorecem decisões mais calóricas, o impacto pode se multiplicar em larga escala.

Por outro lado, os autores indicam que entender esse efeito é justamente o primeiro passo para melhorar o design dessas ferramentas. Com ajustes na forma de apresentação das opções, a IA pode ser usada para incentivar escolhas mais equilibradas.

O estudo não afirma que a IA é prejudicial por si só. Em outras áreas, a tecnologia já é usada para montar planos alimentares personalizados e orientar dietas com base em dados individuais.

O ponto central é como ela é aplicada. Dependendo do contexto e do formato da interação, a IA pode tanto estimular decisões impulsivas quanto apoiar escolhas mais conscientes. A pesquisa mostra que a maneira como fazemos um simples pedido de comida — falando com uma máquina ou com uma pessoa — pode influenciar mais do que imaginamos.

Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com

VEJA MAIS

Polícia Civil de São Paulo apreende materiais usados para falsificar bebidas durante operação em Bauru

Responsável por gráfica usada pelos falsificadores foi preso em flagrante Publicado em 07/10/2026 – 13:14…

Maior leilão do pré-sal termina com sete dos 13 blocos arrematados

O maior leilão de blocos de exploração e produção de petróleo e gás do chamado…

Presidente do Instituto Não Aceito Corrupção cobra posição de Lula e Flávio sobre emendas em debates

Ler Resumo Roberto Livianu, presidente do INAC, defende que os debates eleitorais cobrem dos candidatos…