Decisão judicial afasta vereadores investigados definitivamente e garante continuidade dos trabalhos no Legislativo municipal
Por Denise Miranda
A Justiça da Serra rejeitou, na última sexta-feira (30), o pedido de reconsideração apresentado pelas defesas de quatro vereadores afastados do Legislativo municipal. Com a decisão, foi mantida a suspensão dos mandatos e confirmada a posse dos suplentes na Câmara Municipal no início do ano legislativo, nesta segunda-feira (2).
A decisão é do juiz Gustavo Grillo Ferreira, da 2ª Vara Criminal da Serra, e foi proferida no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de corrupção passiva envolvendo os parlamentares.
Seguem afastados Saulinho da Academia (PDT), Teilton Valim (PDT), Cleber Serrinha (MDB) e Wellington Alemão (Rede). As defesas alegaram que a manutenção da medida cautelar representa, na prática, uma “cassação branca”, além de apontarem suposto excesso de prazo e impactos no funcionamento institucional da Câmara.
Com a negativa judicial, quatro suplentes assumirão as vagas no Legislativo municipal: Marcelo Leal (MDB), no lugar de Cleber Serrinha; Dr. Thiago Peixoto (PSOL), substituindo Wellington Alemão; Wilian da Elétrica (PDT), na vaga de Saulinho da Academia; e Sérgio Peixoto (PDT), em substituição a Teilton Valim. A posse ocorre após cerca de 120 dias de afastamento dos titulares.
Na decisão, o magistrado argumentou que o retorno dos vereadores poderia interferir na produção de provas, na instrução criminal e no regular funcionamento da administração pública. Segundo ele, a permanência dos investigados no cargo representaria risco à imparcialidade do processo e à confiança na atuação do Legislativo local.
Em entrevista à imprensa, advogados de defesa afirmaram que irão avaliar novas medidas judiciais, incluindo eventual recurso a instâncias superiores. Eles sustentam que o afastamento prolongado compromete a atuação política dos parlamentares e a relação com seus eleitores. Já representantes da acusação destacam a necessidade de preservar a integridade das investigações e evitar qualquer tipo de interferência no andamento do processo.
Entenda o caso
Em agosto de 2025, o Ministério Público do Espírito Santo denunciou quatro vereadores da Serra por suspeita de envolvimento em um esquema de propina para aprovar projetos na Câmara Municipal. A Justiça determinou o afastamento temporário dos parlamentares para evitar interferências nas investigações.
Desde então, eles estão fora do cargo enquanto o processo segue em andamento. Com a decisão mais recente, a Justiça manteve o afastamento e autorizou que os suplentes assumam as vagas no início do ano legislativo, garantindo o funcionamento da Câmara até a conclusão do caso.
Fonte do Conteudo: Denise Miranda – esbrasil.com.br