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Marcelo Santos defende combate ao terrorismo urbano na Ales

Presidente da Ales propõe rediscutir redução da maioridade penal com seriedade e responsabilidade

Por Thamiris Guidoni

As ações do crime organizado no Espírito Santo envolvendo menores de idade foram alvo de um forte discurso do presidente da Assembleia Legislativa (Ales), deputado Marcelo Santos (União), durante a sessão ordinária desta terça-feira (12).

Ele lamentou o tiroteio ocorrido no dia 9 de agosto, em Vila Velha, que resultou na morte da adolescente Sophia Vial da Silva, de 15 anos, e da manicure Andrezza Conceição, de 31. Marcelo cobrou que o Congresso Nacional avance em pautas como a redução da maioridade penal, que considera estagnadas.

“Não podemos admitir que a apreensão de um fuzil seja um crime comum. Não podemos admitir mais que o cidadão atire sem ter nenhum alvo específico e alcance dois adolescentes, eles vêm a óbito, e a gente ache que isso é um crime comum, e não é. Nós não podemos admitir que coloquem fogo em ônibus que transporta nossos cidadãos e trabalhadores e achar isso crime comum”, criticou.

Para o parlamentar, a classe política precisa tratar o tema “com muita seriedade e responsabilidade”, e não apenas de forma retórica. Marcelo classificou as ações como terroristas: “não é mais uma ação criminosa qualquer”.

Marcelo Santos cobrou que deputados e senadores dialoguem efetivamente para aprovar mudanças na legislação.

“Dá para reduzir a maioridade penal só discutindo da tribuna da Câmara e do Senado e ficar gravando vídeo para rede social. Tem que dialogar, discutir, chamar governadores, secretários de Segurança Pública (…). Não podemos admitir mais de 90 ônibus foram colocado fogo aqui no ES e ser tratado como crime comum, isso é terrorismo”.

O presidente da Ales ainda defendeu a construção de um modelo semelhante ao adotado por outros países, abandonando o que chamou de “legislação completamente atrasada que garante mais benefícios para quem comete crime do que à vítima”. Segundo ele, essa inversão de valores “não dá mais” e, citando o caso de Vila Velha, lamentou: “a única resposta que será dada para a mãe será a certidão de óbito”.

O discurso foi apoiado por outros deputados. Delegado Danilo Bahiense (PL) pediu maior repressão e a redução da maioridade penal. Pablo Muribeca (Republicanos) destacou que casos semelhantes vêm acontecendo em vários estados e defendeu “leis mais severas” que garantam ao trabalhador segurança e punição aos criminosos.

Lucas Polese (PL) concordou com a cobrança ao Legislativo Federal, mas incluiu também os outros Poderes como corresponsáveis: “Chegamos neste estado de calamidade porque os três Poderes têm sido lenientes com o crime organizado em nosso país”.

Coronel Weliton (PRD) ressaltou que segurança pública é prioridade para a população, pois “todas as outras políticas dependem de harmonia, da possibilidade das pessoas transitarem na rua, exercerem suas atividades privadas”.

Já o deputado Engenheiro José Esmeraldo (PDT) foi enfático: “Quero dizer com todas as letras, isso é terrorismo. Não pode ser tratado como crime comum. (…) não podemos assistir passivamente criminosos tocando o terror em nossas cidades, usando armas de grosso calibre, desafiando autoridades e pior destruindo sonhos e famílias.”

Fonte do Conteudo: Thamiris Guidoni – esbrasil.com.br

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