Morte de gari por empresário: caso entra em nova fase; saiba detalhes

Com a autorização de quebra de sigilo dos dados do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes com um tiro, no Bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte (MG), na segunda-feira (11/8), a investigação do caso entra em uma nova fase. Agora, será possível rastrear todos os passos do suspeito no dia do crime: rotas percorridas, comandos de voz, velocidade empreendida na via e os registros de chamada.

Renê, o único suspeito até o momento, nega ter matado o gari e até mesmo ter estado no local do crime.

Pela decisão da Juíza do 1º Tribunal do Júri, doutora Ana Carolina Lopes de Souza, a empresa de veículos elétricos Build Your Dreams (BYD) e a operadora Claro terão até 15 dias para enviar as informações diretamente à polícia.

O empresário, que está preso de forma preventiva no Presídio de Caeté, na Grande BH, desde essa quarta-feira (13/8), afirma que na manhã de segunda foi para o trabalho, passou com os cachorros e seguiu para a academia, onde foi preso em flagrante. Ele ainda alega que as testemunhas o “confundiram com outra pessoa.”

Além da quebra de dados, a Justiça também autorizou perícia nas armas registradas no nome da delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa do empresário. Investigada pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil, Ana Paula segue no cargo por falta de indícios de seu envolvimento. Em depoimento, Renê chegou a afirmar que a arma usada no crime era da delegada.

O empresário foi autuado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e ameaça contra a motorista do caminhão de coleta.

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Renê da Silva Nogueira Junior, de 47 anos

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Foto nas redes sociais

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Renê da Silva Nogueira Junior, de 47 anos

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Empresário René da Silva Nogueira e gari Laudemir de Souza Fernande

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Laudemir de Souza Fernandes

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Renê ao lado da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira

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Delegada Ana Paula Balbino Nogueira

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8 de 9Material cedido ao Metrópoles
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O que se sabe até o momento?

De acordo com testemunhas, Laudemir de Souza Fernandes e outros garis recolhiam resíduos no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte (MG), em uma rua com veículos dos dois lados. Os garis precisaram parar o trânsito para realizar a coleta de lixo.

Renê, então, teria pedido para que o caminhão fosse retirado da via para que ele conseguisse passar com o seu veículo elétrico. A equipe de limpeza pediu para o empresário esperar e, segundo o relato da motorista do caminhão, Eledias Aparecida Rodrigues, os garis chegaram a ajudar o empresário a passar entre os carros.

Foi quando o empresário ameaçou Eledias. “Se você esbarrar no meu carro, vou dar um tiro na sua cara”, disse o suspeito, de acordo ela. Os garis tentaram intervir e pediram para que o homem se acalmasse. René ignorou e andou com o carro mais alguns metros, na direção contrária do caminhão.

Eledias afirmou ter visto a ação do suspeito pelo retrovisor e gritado para avisar os colegas que o empresário estava armado. Nesse momento, Renê teria descido do carro armado e efetuado os disparos.

Hemorragia interna

Laudemir foi atingido na região da costela e chegou a ser socorrido. Levado a um hospital da região, ele não resistiu aos ferimentos. A causa da morte foi hemorragia interna provocada pelo projétil, que ficou alojado no corpo.

Ele trabalhava há 7 anos e 11 meses na empresa Localix Serviços Ambientais, que presta serviço à prefeitura. Ele deixou uma esposa e uma filha.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior negou ter estado no local do crime.

Segundo o delegado Evandro Radaelli, o suspeito afirmou que saiu de casa em direção à empresa onde trabalha, em Betim (MG), e enfrentou trânsito incomum no trajeto. Ainda de acordo com o empresário, após o serviço, ele voltou para casa, passeou com o cachorro e, em seguida, foi para a academia, onde acabou preso.

O delegado destacou ainda que, em depoimento, René apresentou horários “picados” sobre suas atividades no mesmo dia em que o gari foi assassinado.

Apesar de ter negado o crime, o empresário confessou, em um depoimento feito na segunda-feira, que a arma usada para matar o gari Laudemir de Souza Fernandes é da esposa, a delegada Ana Paula Balbino Nogueira, da Polícia Civil de Minas Gerais.

Fonte do Conteudo: Madu Toledo – www.metropoles.com

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