Museu Arquidiocesano do Rio exibe mostra sobre a Paixão de Cristo no tempo da Quaresma

Divulgação

O Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, no subsolo da Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro do Rio, apresenta durante a Quaresma a exposição “A face de Cristo – Uma experiência de fé e amor pela arte na via dolorosa”. A mostra propõe um percurso de fé e contemplação a partir de imagens que retratam os últimos momentos da vida de Jesus Cristo.

Sob direção artística do padre Fernandes Elias Junior, a exposição foi montada a partir do Sermão das Sete Palavras, tomando como eixo as últimas palavras de Cristo na cruz e suas representações na arte sacra. “Quando nós pensamos em fazer a exposição, tínhamos como temática o Sermão das Sete Palavras, as últimas palavras de Cristo na Cruz. Foi fácil organizar, pois temos essas iconografias de Cristo em nosso acervo”, afirmou padre Fernandes Elias Junior.

O acervo reúne imagens de Cristo com e sem cruz, além de peças como o Senhor da Cana Verde e o chamado Cristo de latão, apontado como uma das obras mais marcantes da exposição. Segundo o diretor artístico, essa peça, com cerca de 1,80 metro de altura, carrega um forte sentido teológico ligado ao pecado e ao sofrimento.

De acordo com padre Fernandes, o aspecto espinhoso da obra e o rosto oculto remetem à ideia de que o pecado desfigura. Ainda assim, a peça chama atenção também pela força estética. O contraste entre forma, material e significado está no centro da leitura proposta pela mostra.

A exposição nasceu depois do encerramento da mostra de presépios e foi pensada como conteúdo catequético e evangelizador para o período quaresmal. A intenção é provocar reflexão sobre o sofrimento de Cristo e, ao mesmo tempo, convidar o visitante a rever a própria vida. “É uma forma de olhar e rever também os nossos erros. Não tem como ver um crucificado e continuar do mesmo jeito, sem a possibilidade de mudar de vida, de conversão”, disse padre Fernandes Elias Junior.

Além das imagens de Cristo, o público encontra representações de Nossa Senhora em diferentes iconografias ligadas à dor e à compaixão. Entre elas estão Nossa Senhora das Dores, identificada pelas sete espadas; Nossa Senhora da Angústia, com uma espada; e as imagens da Piedade, ou Pietás, que retratam Maria no contexto do sofrimento de Cristo.

Uma das peças de Nossa Senhora das Dores presentes no museu é do tipo de roca ou de armar, vestida com tecido e com cabelo natural. A variedade dessas imagens ajuda a compor a leitura da Via Dolorosa não apenas pelo sofrimento de Cristo, mas também pela presença de Maria nesse caminho.

A mostra pode ser visitada até 10 de abril. O Museu Arquidiocesano funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 16h; aos sábados, das 9h às 12h; e aos domingos, das 10h às 13h. Os ingressos custam R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada para idosos, estudantes e grupos paroquiais. Também estão sendo organizadas visitas guiadas para grupos de catequese, movimentos pastorais e outras associações religiosas, mediante agendamento prévio.

Fonte do Conteudo: Quintino Gomes Freire – diariodorio.com

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