Os pistoleiros condenados pelo assassinato de João Victor de Paula Santana Santos, morto durante a festa do próprio aniversário, em 2023 no Sol Nascente, foram presos nesta terça-feira (4/8). A captura ocorreu durante a Operação Aniversário Sangrento, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Entre os presos estão os irmãos Ane Karoline Teixeira da Silva, conhecida como “Karol”, e Marcos Antonio Teixeira da Silva, conhecido como “Dudu”, além de Dogival Gomes da Silva Junior, companheiro de Ane Karoline. Segundo a investigação, Marcos Antonio foi o responsável por motivar e articular o crime, enquanto Ane Karoline e Dogival prestaram apoio direto à execução do homicídio.
O assassinato teve origem em uma briga ocorrida dias antes do crime, em uma distribuidora no Sol Nascente. João Victor discutiu com Marcos Antonio, e a desavença evoluiu para ameaças de morte. De acordo com a PCDF, Ane Karoline e Dogival participaram das intimidações e, em uma das ocasiões, ela chegou a apontar uma arma de fogo contra a vítima. Dias depois, João Victor foi executado durante a comemoração do próprio aniversário.
Durante as investigações, Ane Karoline e Dogival foram localizados em Águas Lindas de Goiás, onde moravam havia poucas semanas. Na residência do casal, a Polícia Militar de Goiás encontrou uma pistola calibre .40, que foi apreendida.
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do Metrópoles
Ane Karoline foi condenada a 49 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado por homicídio qualificado e três tentativas de homicídio. As condenações foram mantidas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), e a Vara de Execuções Penais expediu os mandados para o cumprimento definitivo das penas.
Execução durante a comemoração
O crime ocorreu na madrugada de 11 de outubro de 2023, em uma residência no Condomínio Pinheiro, no Sol Nascente, onde João Victor comemorava o aniversário com familiares e amigos.
De acordo com o boletim de ocorrência, dois homens invadiram o imóvel e abriram fogo contra as pessoas que participavam da comemoração.
João Victor foi atingido por disparos, na região da cabeça. Ele chegou a ser socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia, mas deu entrada na unidade já sem vida.
Além dele, outras três pessoas foram baleadas e sobreviveram. A irmã de João Victor de 15 anos, foi atingida nas duas pernas e em um dos braços. Outra convidada sofreu um disparo no pé direito. Já um homem foi atingido por três tiros, sendo dois de raspão na região do tórax e um na face, do lado esquerdo.
As vítimas também foram encaminhadas ao HRC, onde receberam atendimento.
Após o ataque, a Polícia Civil realizou perícia no local, acionou o Plantão Extraordinário de Local (PEL), requisitou a remoção do corpo e analisou imagens de câmeras de monitoramento nas proximidades da residência.
Apoio ao assassinato
A investigação concluiu que Ane Karoline e Dogival não foram os autores dos disparos, mas tiveram participação direta na ação criminosa. Segundo a PCDF, o casal auxiliou Marcos Antonio na execução do crime, realizando rondas nas proximidades da casa da vítima, monitorando o local, dando cobertura aos executores e ajudando na fuga após os disparos.
O acórdão do TJDFT afirma que provas técnicas e testemunhais, incluindo laudos, perícias, registros de câmeras e depoimentos, demonstraram a atuação coordenada dos réus antes, durante e depois do ataque.
A decisão também aponta que Ane Karoline e Dogival forneceram apoio logístico utilizando um veículo GM/Celta, empregado para vigiar a residência e facilitar a fuga dos envolvido
Fonte do Conteudo: Metrópoles – www.metropoles.com