O Governo do Espírito Santo repassou cerca de R$ 1,2 bilhão para obras e ações de recuperação do Rio Doce nas cidades capixabas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd), que completa dois anos de atuação.
Segundo a secretaria, 89 projetos estão em execução no Estado desde a criação da pasta. Os recursos vão para saneamento, recuperação ambiental, infraestrutura e iniciativas socioeconômicas.
Como estão divididos os recursos da recuperação do Rio Doce
- Ações ambientais: cerca de R$ 400 milhões;
- Mobilidade e infraestrutura regional: R$ 250 milhões;
- Saneamento e requalificação urbana: R$ 200 milhões;
- Iniciativas já concluídas: R$ 300 milhões.
O Novo Acordo do Rio Doce, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024, prevê cerca de R$ 15 bilhões para o Espírito Santo ao longo de 20 anos. De acordo com o secretário de Recuperação do Rio Doce, Neomar Pezzin, a Serd já conseguiu aportar “recursos que estão se transformando em ações e obras efetivas nos municípios impactados”.
Municípios contemplados
Onze municípios capixabas foram diretamente impactados pelo desastre: Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Colatina, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama. Outros 22 municípios da bacia do Rio Doce vão receber investimentos em saneamento e recuperação ambiental.
O Estado também mantém um fundo permanente de cerca de R$ 1 bilhão, reservado exclusivamente para ações emergenciais. Desse fundo, só os rendimentos podem ser usados.
Programas em andamento
- Reflorestar Doce: com R$ 334 milhões, em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Seama), prevê ampliar a cobertura florestal em cerca de 6.800 hectares, implantar 4.200 estruturas de conservação do solo e da água e elevar a produção de mudas em viveiros em até 2 milhões por ano;
- Águas do Campo: também com a Seama, prevê a instalação de mais de 15 mil biodigestores em municípios capixabas; a Serd descentralizou R$ 20 milhões para a iniciativa na bacia do Rio Doce;
- Saneamento: a secretaria estrutura, em conjunto com o BNDES, projetos de parceria para a universalização do saneamento básico;
- Propesca: voltado à pesca e à aquicultura, tem editais lançados para a compra de máquinas, equipamentos, veículos, móveis e sistemas de energia solar, além da contratação de serviços técnicos.
Segundo a Serd, a recuperação da bacia é um processo de longo prazo e depende também de ações sob responsabilidade do Governo Federal e do Governo de Minas Gerais. O balanço federal dos dois anos do acordo foi tema de reportagem da ES Brasil. O balanço estadual completo está no site do Governo do Espírito Santo.
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Fonte do Conteudo: Mario Fernando Souza – esbrasil.com.br