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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demitiu Iryna Mudra, vice-chefe de seu gabinete, em meio a uma nova operação anticorrupção. A ação, batizada de Forest Gump, investiga uma suposta organização criminosa com envolvimento de políticos e altos funcionários. Este é o mais recente caso a gerar pressão sobre Zelensky, que enfrenta pedidos de eleições mesmo em guerra.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demitiu nesta quarta-feira, 19, Iryna Mudra, vice-chefe do gabinete presidencial, no mesmo dia em que autoridades anticorrupção iniciaram uma operação contra uma suposta organização criminosa que envolveria políticos e altos funcionários do governo ucraniano.
Mudra era responsável pelas questões jurídicas e pela reforma judicial na administração presidencial e já havia ocupado o cargo de vice-ministra da Justiça.
O Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e a Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO) informaram que investigam uma suposta organização liderada por um deputado em exercício e um ex-parlamentar, com a participação de funcionários de alto escalão do gabinete presidencial.
Agentes do NABU realizaram buscas em instalações ligadas a Mudra e ao deputado Vadym Stolar, segundo a imprensa ucraniana. Stolar foi eleito pelo partido pró-Rússia Plataforma de Oposição — Pela Vida, banido após o início da guerra, em 2022, e atualmente integra o grupo parlamentar Restauração da Ucrânia, formado em grande parte por ex-integrantes da legenda proibida.
A operação, batizada de Forrest Gump, é a mais recente investigação de grande repercussão a atingir o governo Zelensky. Em maio, o ex-chefe de gabinete presidencial, Andriy Yermak, foi detido por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro em um projeto imobiliário de luxo.
Pressão e pedido por eleições
A crise aumenta a pressão política sobre o líder ucraniano. O ex-ministro da Defesa Mykhailo Fedorov, demitido no mês passado, defendeu nesta terça-feira 18 a realização de eleições presidenciais mesmo durante a guerra. Segundo ele, a Ucrânia precisa retomar o processo democrático apesar da lei marcial, em vigor desde o início da invasão russa.
As eleições estão suspensas no país desde 2022, e o mandato de cinco anos de Zelensky terminou em maio de 2024. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também já pressionou pela realização de eleições na Ucrânia como concessão à Rússia nas negociações de paz.
Fonte do Conteudo: Sara Salbert – veja.abril.com.br