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“são atos de terrorismo” – Política Capixaba

Em entrevista à televisão, o presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, deputado Marcelo Santos, defendeu o endurecimento das leis e uma postura mais rigorosa da Justiça contra o crime no estado e no país. O parlamentar classificou as ações de grupos criminosos como atos de terrorismo e afirmou que as instituições devem atuar com firmeza. Ele cobrou que a resposta aos ataques seja proporcional aos crimes cometidos e que não haja tolerância ou impunidade.

O deputado criticou a disparidade entre o tratamento dado aos criminosos e o amparo oferecido às vítimas. Para ilustrar sua indignação, ele citou o caso da menina Alice, morta em 2025 por criminosos. “A família do criminoso recebe benefícios do Estado. Enquanto isso, os pais da pequena Alice recebem de benefício apenas a certidão de óbito”, declarou Santos. Para ele, o Poder Legislativo deve estar ao lado da sociedade para garantir a proteção dos cidadãos.

Marcelo Santos lembra que a responsabilidade por mudanças estruturais na legislação é do Congresso Nacional. O político criticou a atual pauta dos parlamentares federais e a falta de foco em questões urgentes de segurança pública. “Eles ficam debatendo ideologia partidária, mas a segurança não está na ordem do dia do Congresso”, afirmou. Ele defendeu que o debate sobre a violência é uma responsabilidade direta de quem ocupa cargos públicos.

Eleito presidente do colegiado que reúne os chefes das Assembleias Legislativas do país, o deputado pretende levar essa discussão para o âmbito nacional. O plano inclui propor debates sobre a redução da maioridade penal e outros temas sensíveis. “Precisamos de um grande debate sobre segurança pública e violência para colocar esses assuntos na pauta da sociedade”, explicou. O parlamentar reiterou que a reclusão deve ser o destino de quem comete crimes graves.

Santos enfatizou que as mortes causadas por facções criminosas não podem ser tratadas com normalidade pela população. O presidente defendeu que o cumprimento integral da pena é essencial para que o sistema de justiça seja respeitado. “O criminoso tem que cumprir a pena para entender que o crime não compensa no Espírito Santo e no Brasil”, concluiu o parlamentar.

(Crédito da foto: Mara Lima/Ales)

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Fonte do Conteudo: Arnóbio Manso Paganotto – politicacapixaba.com.br

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