Moraes cobra PM do Rio sobre armas encontradas na operação que prendeu Márcio Canella

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Militar do Rio apresente esclarecimentos sobre a presença de armamentos da corporação apreendidos durante a operação da Polícia Federal que resultou na prisão em flagrante do ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella (União Brasil).

A decisão foi tomada após a apreensão de um fuzil de uso restrito pertencente à PM. De acordo com o auto de prisão em flagrante da Polícia Federal, a arma foi localizada no interior de um veículo estacionado no condomínio de Canella e estava sob a responsabilidade de um sargento da corporação.

Ao analisar o caso, Moraes afirmou que ainda há dúvidas sobre a legalidade da utilização de armas da Polícia Militar em veículos particulares, bem como sobre as circunstâncias em que policiais militares atuavam na segurança dos investigados. Por isso, determinou que a corporação envie informações detalhadas para esclarecer os fatos.

Segundo o ministro, as justificativas apresentadas pelas defesas não foram suficientes para afastar os questionamentos.

“Essas dúvidas não foram sanadas pela Defesa até o presente momento, justificando a manutenção da prisão em flagrante delito na audiência de custódia e deverão ser resolvidas com as necessárias informações que deverão ser prestadas pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou Moraes.

A defesa de Canella sustentou que o policial militar fazia parte de sua equipe de escolta e que o fuzil havia sido regularmente cedido pela corporação ao agente. Para reforçar a alegação, os advogados anexaram ao processo uma cópia de um relatório de armas em serviço.

Em outro endereço alvo da operação, o policial militar Antônio Gomes da Silva Neto também foi encontrado portando uma arma de fogo. Sua defesa informou que ele prestava serviços de segurança aos investigados e afirmou que sua atuação ocorria de forma regular, sem qualquer clandestinidade.

Márcio Canella foi preso na última quarta-feira (08/07), durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis. Entre os investigados está também o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio.

Apesar de reconhecer que ainda existem pontos a serem esclarecidos, Alexandre de Moraes concedeu liberdade provisória a Canella e a Antônio Gomes da Silva Neto. Ambos deverão cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar o país e outras restrições impostas pelo STF.

Além disso, o ministro determinou a suspensão imediata de qualquer autorização de porte de arma eventualmente concedida aos investigados.

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Fonte do Conteudo: Altair Alves – diariodorio.com

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