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Cientista da UFRJ recebe maior honraria da Ales por pesquisa inovadora – Política Capixaba

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) presta homenagem, nesta quinta-feira (26), a uma das pesquisadoras brasileiras mais respeitadas na área de biologia regenerativa: Tatiana Sampaio, cientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e líder dos estudos sobre a polilaminina — uma proteína experimental que vem despertando esperança em pessoas com lesões na medula espinhal.

Tatiana será condecorada com a Ordem do Mérito Domingos Martins, no grau Comendador, a mais alta honraria concedida pelo Legislativo capixaba. A cerimônia acontece às 16h30, na Presidência da Ales, e também vai reconhecer médicos que atuam diretamente no desenvolvimento e aplicação experimental da substância.

A pesquisa com polilaminina vem sendo conduzida há cerca de 30 anos e ainda está em fase experimental. Em janeiro, a Anvisa autorizou o início da primeira etapa de testes clínicos em humanos, um passo importante no caminho científico para avaliar segurança e eficácia da molécula.

Apesar de ainda não existir liberação oficial para uso amplo, decisões judiciais têm autorizado a aplicação do tratamento em pacientes com lesões graves. Um dos casos é o do capixaba Luiz Fernando Mozer, que sofreu um acidente em uma prova de motocross em Vargem Alta e recebeu a substância após decisão da Justiça. Dos 26 pacientes tratados no país até agora, cinco são do Espírito Santo.

Além de Tatiana Sampaio, também serão homenageados os médicos Olavo Borges Franco, Bruno Alexandre Cortes e Marco Aurélio Braz de Lima, integrantes da equipe científica, e Ogari de Castro Pacheco, fundador do Laboratório Cristália, parceiro institucional do projeto. Eles recebem a Comenda Dr. Afonso Schwab, destinada a profissionais que se destacam na medicina.

A homenagem da Ales ocorre em um momento de forte debate público sobre os limites entre esperança, ciência e ética médica. Ao mesmo tempo em que a polilaminina representa uma possível revolução no tratamento de lesões medulares, especialistas reforçam que o caminho científico exige cautela, testes rigorosos e validação clínica completa antes de qualquer liberação definitiva.

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Fonte do Conteudo: Jakeline Zetum – politicacapixaba.com.br

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