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O BRB, banco estatal de Brasília, foi arrastado em uma fraude bilionária: pagou R$12 bi por títulos falsos do grupo Master, em operação com viés político. O Banco Central liquidou o Master, e o BRB ficou com um “mico”. Depende de socorro do governo de Brasília ou pode ser federalizado pelo governo Lula. A conta será alta, e vai ser paga por todos
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Tenta-se salvar o banco estatal de Brasília, BRB, arrastado na voragem da rede política que protegeu os grupos privados Master e Reag na fraude financeira bilionária.
O BRB é controlado pelo governo do Distrito Federal. É banco de médio porte, com 60 bilhões de reais em ativos nas contas de 2024.
Ano passado, quando o banco e a corretora privada entraram em asfixia financeira, a rede de proteção de interesses políticos e empresariais empurrou o banco estatal para um negócio com o banco privado. E assim, o BRB pagou 12 bilhões de reais por um pacote de títulos do Master.
Foi inesquecível para os associados do Master: venderam pelo dobro papéis que teriam comprado pela metade.
Isso abriu perspectiva para um cenário ainda mais extraordinário — uma associação BRB-Master. Salvaria o asfixiado conglomerado privado e ampliaria o horizonte dos empresários, que ganhariam posição relevante no banco estatal, cujos negócios se espalham por 18 Estados, além do Distrito Federal.
O governo de Brasília deu sinal verde para o BRB comprar 58% do Master. Porém, o Banco Central vetou. E, três meses depois, anunciou a liquidação do Master — na sequência, detonou também a corretora Reag.

Então, descobriu-se o seguinte: o banco estatal de Brasília pagou 12 bilhões de reais por papéis que o Master havia registrado por metade desse valor, mas nunca existiram — eram falsos, não havia lastro, garantia real, histórico, documentação… nada.
Sobrou um “mico” de uma dúzia de bilhões numa operação politicamente orientada e, até agora, não esclarecida pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, virtual candidato ao Senado pelo MDB local.
O BRB, agora, depende de socorro financeiro governamental. Supostamente, já conseguiu recuperar uma parte do dinheiro “investido” no Master, mas ainda estariam faltando alguns bilhões (três na conta informal).
Caso o governo Ibaneis Rocha fracasse na tentativa de resgate, o banco de Brasília poderá ser “federalizado” pelo governo Lula, como tempos atrás com a Nossa Caixa, de São Paulo, os bancos estaduais do Piauí e de Santa Catarina.
Salvar o BRB do golpe do Master vai custar caro. A conta será paga por todos, não importa se o dinheiro vai sair da bolsa ou do bolso — direito ou esquerdo.
Fonte do Conteudo: José Casado – veja.abril.com.br